segunda-feira, 25 de abril de 2016

Nós cadeirantes, somos todos iguais quando deixamos a cadeira de roda ao lado da cama

Nós cadeirantes, somos todos iguais quando deixamos a cadeira de roda ao lado da cama, e apesar de estarmos no século 21, dois terços das pessoas não tem ideia do que realmente se passa por trás de nossas portas dos quartos. De orgasmos à logística, aqui estão as 10 melhores ideias erradas sobre sexo e deficiência.

 1. Todo deficiente é assexuado. Não intendo o porquê que as pessoas pensam que todo cadeirante não tem desejos sexuais, fazer sexo faz parte da natureza humana e assim como um andante fica triste, alegre, empolgado e exitado... o cadeirante também pode ficar, afinal, cadeirante também é gente mesmo que use uma cadeira de rodas pra se locomover, assim como os outros usam o carro. Cadeirante pode ser hétero, gay, bi ou possivelmente confuso, assim como o resto da humanidade. Mas cadeirantes não são assexuados.

 2. Nós não podemos ser sexy. A deficiência não faz alguém menos sexy, é triste que muita gente acha isso, mas é só por que nunca conheceram uma pessoa sexy com deficiência antes. Ser sexy é ter atitude, saber falar com confiança e mostrar que se ama e se valoriza acima de tudo. E na hora H, uma lingerie ou uma cueca bonita também ajuda bastante. E para aqueles que ainda não conhecem algum(a) cadeirante sexy, abra os olhos! Converse, conheça de verdade um cadeirante, mas cuidado, você pode se apaixonar.

 3. Nós não gostamos de ser tocados, onde não podemos sentir. Quem não gosta de um carinho? É claro que não estou falando do carinho do pai e da mãe, e sim, daquele carinho com ternura com desejo, na hora certa e no lugar certo. É um equivoco pensar que um cadeirante não vai gostar de ser acariciado ou que não vai sentir ser tocado. Nem todos perderam a sensibilidade, e mesmo que perderam, eles têm o prazer de olhar. Ao lidar com uma pessoa que usa cadeira de rodas. O mais leve toque pode ser uma grande fonte de prazer. Vá em frente, use cada centímetro de nós.

 4. Se não sentimos, não gostamos de sexo. O corpo humano é composto de profundas camadas que captam sensações e prazeres sexuais, os hormônios que são responsáveis por isso, e ninguém é "deficiente de hormônios". Mesmo que a pessoa perde a sensibilidade do corpo, existem muitas outras formas de conseguir o prazer e de fazer sexo. Sexo é alegria, relaxamento, prazer, auto estima... sexo é recomendado á todos!

 5. Sexo faz-nos tristes. Ow ideia boba de que o sexo nos faz tristes. As pessoas acham que o sexo vai fazer lembrar de nossas incapacidades em vez de nossas habilidades, ou que a falta de sensação que experimentamos durante o ato, seja algo desagradável de suportar. Essas pessoas estão horrozamente enganadas, é durante o sexo que percebemos que somos iguais a todos, e que o essencial não é as performas das posição, mas sim a qualidade do sexo, quando os parceiros se entregam totalmente transmitindo a paixão daquele momento.

 6. Sexo com cadeirante, é sexo sem graça. Podemos não ser ginastas na cama, mas temos muitos truques e acessórios para nos ajudar a obter o nosso e o seu "pico". Na hora do sexo com um cadeirante, vale-e muito- a pena usar a criatividade, assim como tem que ser com qualquer outro andante. Tá duvidando que tenha graça fazer sexo com um cadeirante? Então, faça pra ver...

 7. Homens de cadeiras não pode ter uma ereção (ou ser pai biológico). Homens com deficiência pode ter problemas de ereção, mas isso não significa que eles não podem obter uma ereção. Viagra e uma série de outras drogas, abriram as portas para os homens com deficiência. E se eles têm dinheiro suficiente, ter filhos através de uma extração de sêmen cirúrgica também é possível. Além disso, muitos homens ainda pode ejacular sendo não necessário a inseminação.

 8. Mulheres cadeirantes não podem ter bebê. Não podemos dizer que mulheres cadeirantes podem ou não ter bebês, cada caso é um caso. Mas muitas cadeirantes já se tornaram facilmente mães, tendo casos de ser gravides de gêmeos. A questão é, como se trata de uma vida, é sempre importante consultar médicos antes de querer ter um filho, sendo cadeirante ou não. Mas é claro que é possível muitas mulheres cadeirantes ficarem grávidas, por isso também é recomendável o uso de preservativo

 9. Não podemos atingir o orgasmo. Orgasmos são definitivamente possível para as pessoas com deficiência. Profissionais da saúde, acreditam que sempre existe uma maneira do cadeirante chegar ao orgasmo. Assim como as demais pessoas, é importante tentar descobrir quais partes do corpo pode fazer chegar no auge e ir em busca de novas maneiras de procurar o prazer físico. Existem também os orgasmos mentais, que são uma outra faceta do orgasmo, que muitas pessoas que usam cadeira de rodas utilizam, através da visual, do cheiro, das palavras.

 10. Na hora do sexo com um cadeirante, tem que tomar muito cuidado. Esse pensamento provavelmente seja uns dos mais cometidos e ofensivos, muitas pessoas acham que o cadeirante é de vidro e que qualquer coisinha pode quebra-lo, e se tocar nele, ele(a) já sente dor. Gente, acorda! É claro que existem algumas limitações em uma pessoa com deficiência, mas a pessoa não é tão delicada assim não, é super importante antes mesmo de ter uma conclusão dessas, conversar com o cadeirante (caso você tenha interesse sexual com ele(a)), e na hora do "rali-rola" ir com calma nas primeiras vezes pra ver o que pode ou não ser feito. Depois disso, é só aproveitar os momentos de pegação. Mas nunca esqueçam da camisinha!

Fonte: http://realidadeasavessas.blogspot.com.br/ 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O que é coxinha? O significado


Em primeiro lugar, preciso dizer que eu, como a esmagadora maioria do povo heroico desta pátria amada, amo coxinha (s.f. quitute). Desde as do Veloso até as do boteco da Vieira de Morais que divide a estufa com o ovo rosa.
Muito se fala sobre os coxinhas (s.m. tipo de ser humano). A gíria nasceu em São Paulo , que é, por si só, o maior reduto de coxinhas do Brasil. O que pouca gente sabe é o que é de fato um famigerado coxinha, e foi por isso que eu resolvi escrever esse texto e delimitar um significado definitivo pra essa gíria.
“Significado definitivo? Que moleque pretensioso!”, diria você, caro leitor. Mas “definitivo” é o tipo de palavra que os coxinhas adoram. Eles gostam de limitações, definições, certezas. Se tem um tipo de gente que não troca o certo pelo incerto, são os coxinhas. Tudo que um representante nato da categoria mais quer é constituir família, sustentar a mulher e os filhos, e que todos tenham boas notas no colégio e que vão pra Disney todo ano.
No fundo, o coxinha quer uma vida que os jovens de várias gerações lutaram para poder NÃO ter. Mas nem todos admitem isso. A verdade é que o coxinha não gosta de se arriscar. Em nada. Pra não ter perigo de errar, pra não deixar de ser querido, etc. O pastel, por exemplo, abre possibilidades para todo tipo de recheio. A coxinha, não. Nunca. É frango desfiado e só. Catupiry, se muito, dá o ar da graça. E pedir uma coxinha sempre é menos arriscado do que pedir um bolovo, por exemplo.
O coxinha não toma bomba no colégio e raramente tranca uma faculdade. O que ele quer é “ingressar no mercado de trabalho”. A primeira vez que o coxinha bate ponto, ele quase tem um orgasmo. É a construção do seu futuro e da vida empanada que sempre planejou. A mamãe do coxinha se contorce de orgulho do filho, ainda mais quando – depois de já estar empregado e casado com uma boa moça – ele lhe dá o primeiro neto.
O coxinha adora o Coldplay e acha incrível a filantropia do Bono Vox. Na literatura, ele sempre recomenda para a roda de colegas no almoço da firma todos os livros do ranking da Veja. E, se falar de cinema, o coxinha divagará sobre grandes trilogias (as quais comprou em boxes, na Fnac). Todos seus gostos e interesses são baseados em unanimidades. Porque, se não dá para agradar a todos, o coxinha tenta agradar pelo menos à maioria.
A camisa polo, símbolo máximo do gênero, é outra forma de destoar o menos possível. Ela não é nem casual demais para uma festa, nem formal demais para um passeio no parque. Então, o coxinha deita e rola. Suéter enrolado no pescoço também é um bom complemento para as meias estações do coxa, mas não é obrigatório. Ah, e o coxinha chama tênis de sneaker para fazer de conta que um é diferente do outro.
Ao contrário do que se pensa, a condição coxinha não tem necessariamente a ver com dinheiro. Existem coxinhas que ganham 100 mil reais por mês e coxinhas que sustentam a família feliz com quatro salários mínimos.
Metódicos, os coxas povoam avenidas movimentadas como a Faria Lima e a Berrini. E seus olhos chegam a ficar marejados quando passam com seu sedan prata na ponte estaiada. “Esse é o símbolo da nossa cidade, a locomotiva do país”, diria o coxinha para o seu filho que já tem a cara do pai, só que numa versão buffet infantil.
E engana-se quem acha que a tribo dos coxinhas se limita aos escritórios cinzas. Eles podem estar em toda parte: nas artes, nos esportes, na medicina e, muito frequente a partir dos anos 2000, na publicidade. Quando você vir o comercial de um banco com pessoas sorridentes e narrador com timbre épico, pode ter certeza: tinha um coxinha na reunião de brainstorming que, depois de contar sua “ideia genial”, foi aplaudido por mais meia dúzia de coxinhas.
Pra terminar, digo que um coxinha jamais faria mal pra você enquanto indivíduo. O problema é o impacto social dos coxinhas que, sem declararem nada, acordam todos os dias e vestem suas camisas azuis-bebê na busca pela extinção da ousadia e por uma sociedade oleosa e simétrica. Uma grande coxinha.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Morre o fundador da rede Sarah de hospitais

Morreu ontem, em Brasília, o médico ortopedista Aloysio Campos da Paz Júnior, fundador da Rede Sarah de Hospitais, aos 80 anos, de insuficiência respiratória. Ele vinha sendo internado com frequência em um dos hospitais da rede, na capital federal. Com a saúde fragilizada, não resistiu. A morte foi registrada às 14h30. Ele deixou esposa, Elsita Campos, três filhos e quatro netos. Segundo breve nota divulgada pela instituição, o ortopedista “deixa um marco na história da medicina brasileira”.
Campos da Paz nasceu no Rio de Janeiro em 1934. Graduou-se em Medicina pela UFRJ em 1960. Recém-formado, integrou a primeira equipe médica do Hospital Distrital de Brasília em 1960, implantando a Unidade de Traumato-Ortopedia. Logo a seguir, em 1961, assumiu a direção do então Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek. Fez pós-graduação em ortopedia e reabilitação na Universidade de Oxford, na Inglaterra, entre 1963 e 1964. O doutorado em ortopedia e traumatologia foi concluído em 1966, na UFMG. O Hospital Sarah foi inaugurado em 12 de setembro de 1980. A partir de 1993, a rede passou a ser ampliada para outras cidades: São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Macapá e Belém.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O homem que morreu devido a uma vírgula

O homem que morreu devido a uma vírgula


, há muito tempo atrás, havia um rei que mudava constantemente de humor. Nos dias em que ele estava mal humorado, não poupava castigos aos serviçais que lhe desagradassem por qualquer motivo. Em um desses dias, um pobre copeiro, tropeçou quando ía servir o vinho e acabou derramando o cálice no chão                                                                                                                                                                                                                         O rei ficou tão furioso que lhe mandou imediatamente para o calabouço e que fosse enforcado em seguida. Passados alguns dias, o carcereiro, penalizado com a situação de ver um pobre copeiro indo para a forca, enviou ao rei um bilhete com a seguinte pergunta: "Sua majestade, devemos soltar o copeiro?"

Ao que o rei respondeu também por escrito: 
"NÃO, ENFORQUEM O COPEIRO".

No dia seguinte o copeiro foi enforcado.
Passados mais alguns dias o rei se lembrou do bilhete e pediu que o copeiro comparecesse para servi-lo. O carecereiro estranhou o pedido e foi falar com o rei: "Perdoe-me Majestade, mas o copeiro foi enforcado conforme suas ordens"

O rei, sem entender nada, pediu que o carcereiro lhe apresentasse o bilhete, e após lê-lo respondeu: "Hummm. Mas minha resposta foi: NÃO ENFORQUEM O COPEIRO! Não deveria ter colocado esta vírgula aqui!!!"
E assim, um pobre homem inocente morreu por causa de uma vírgula colocada indevidamente!

A vírgula é mesmo importante! Veja abaixo a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) sobre o assunto:

A vírgula pode ser uma pausa…ou não.
NÃO, ESPERE.
NÃO ESPERE.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
ACEITO, OBRIGADO.
ACEITO OBRIGADO.

Pode criar heróis.
ISSO SÓ, ELE RESOLVE.
ISSO SÓ ELE RESOLVE

E vilões.
ESSE, JUIZ, É CORRUPTO.
ESSE JUIZ É CORRUPTO.

Ela pode ser a solução.
VAMOS PERDER, NADA FOI RESOLVIDO.
VAMOS PERDER NADA, FOI RESOLVIDO.

A vírgula muda uma opinião.
NÃO QUEREMOS SABER.
NÃO, QUEREMOS SABER.

Uma vírgula muda tudo!

Experimente colocar a vírgula nessa frase:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO A SUA PROCURA.

Se você é mulher, certamente colocou a vírgula depois da palavra MULHER. Se você é homem, colocou a vírgula depois de TEM.


domingo, 30 de novembro de 2014

Menino-desaparecido-ha-4-anos-encontrado-atras-de-parede-falsa-nos Usa

A casa onde o garoto de13 anos foi encontrado pela polícia  TAMI CHAPPELL /REUTERS  


JONESBORO - Um menino de 13 anos, que foi dado como desaparecido pela mãe há 4 anos, foi encontrado escondido atrás de uma parede falsa na casa de seu pai, na Georgia. Nesse sábado, ele se reuniu com a mãe. O nome do menino não foi divulgado.

Cinco pessoas que viviam na casa em Jonesboro, a 28 quilômetros de Atlanta, foram presos, entre eles o pai do garoto, Gregory Jean, de 37 anos, e a madrasta. Eles serão acusados de crueldade com crianças, obstrução de justiça e cárcere privado. As outras três pessoas eram menores de idade e também serão acusadas.

“A vítima foi capaz de estabelecer contato telefônico com a mãe, e ela, por sua vez transmitiu a informação adicional para os policiais na cena”, informou a polícia do Condado de Clayton em um comunicado à imprensa: “A vítima foi encontrada atrás de uma parede falsa no interior da residência”.

Policiais foram à casa na sexta-feira, mas que os atendeu negou saber do paradeiro da criança. Eles procuraram a casa, mas não encontraram nada. Horas mais tarde, eles receberam outra ligação pedindo socorro e voltaram. Quando a segunda busca foi feita, o menino já tinha falado com a mãe que estava escondido atrás de uma parede falsa. Assim, ela conseguiu guiar os oficias, que acharam o menino.

De acordo com a polícia, a mãe informou que a criança estava desaparecida em 2010 para as autoridades, mas não para a polícia. A suspeita é que ela seja imigrante e, por isso, não estaria por dentro do procedimento que deve ser seguido. Há ainda questões não esclarecidas sobre a custódia da criança e o motivo de a polícia não ter sido envolvida há mais tempo no caso. Alguns vizinhos contaram que viam o menino trabalhando no jardim às vezes e que era dito que ele recebia educação em casa.