quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Prisão de ventre pode ser grave, você sabia ?



Podem ser dias sem ir ao banheiro, ou mesmo semanas. Quanto mais tempo, pior. Embora muitos não levem tão a sério, trata-se de problema digno da melhor atenção, pois favorece o surgimento de doenças graves, como o câncer intestinal, além de provocar estado crônico de intoxicação orgânica, propiciando assim o desenvolvimento de um sem-número de enfermidades.

    Causas
    A causa principal é a falta de fibra na alimentação. A dieta popular, constituída de café e pão branco com manteiga de manhã, arroz branco, feijão e carne, com sobremesa de gelatina no almoço e jantar (quando muito um pouco de legume ou salada) é paupérrima em fibra. O refinamento dos alimentos abate a zero o teor fibroso, além de reduzir o valor nutritivo Outra causa é a falta de líquido na dieta. Percebemos que a maioria das pessoas bebe bem pouca água, o que, além de prejudicar os rins, pode contribuir para um quadro de prisão de ventre.
    Carnes, massas refinadas, salgadinhos, fast food, açúcar, laticínios, café, guloseimas, refrigerantes, biscoitos, doces, gelatina e cereais brancos, que são a base da alimentação de muitas pessoas, contêm muito pouca fibra. Um pouco de fruta e verdura de vez em quando está longe de ser suficiente. Frutas e verduras, juntamente com cereais integrais, devem constituir a base de uma dieta de saúde. O estresse transtorna o funcionamento intestinal. Vida social agitada freqüentes congestionamentos de trânsito, viagens e hábitos irregulares são fatores que causam ou agravam uma prisão de ventre.
    Muitos medicamentos podem provocar constipação. Entre eles, antiácidos à base de cálcio ou alumínio, suplementos de cálcio, sedativos, antidepressivos tricíclicos, certos analgésicos, diuréticos, anti-histamínicos, os antiparkinsonianos.
    Dois tipos de prisão de ventre: Atônica e Espástica
    Na maioria das vezes verifica-se a constipação atônica, em que o intestino funciona lentamente por causa da falta de adequado estímulo à sua musculatura. E o estímulo e falta pode ser a fibra. Mas há constipações em que o intestino se torna o palco fermentações e distensões dolorosas. Trata-se da constipação espástica, que gera intenso desconforto e inchação.
    Nesse caso é preciso ingerir pouco alimento as refeições e mastigar muito bem.
    Exercícios físicos e constipação
    Vida sedentária é causa ativa de prisão de ventre. Comer sem fibra e ficar a maior parte do tempo parado é para muitos certeza de preguiça intestinal.
    Ás vezes só mudar a dieta não é suficiente. Pode ser necessário adotar um programa regular de exercícios físicos. Conforme o caso serão prescritos exercícios abdominais, que fortalecem a cintura muscular lombo-abdominal.
    Um dos melhores exercícios é caminhar. Pelo menos 1 hora por dia seria muito bom. Ás vezes só caminhar não é suficiente.
    Pode ser preciso adotar um programa de ginástica baseado em exercícios.
    Como deve ser a alimentação
    Como já ficou claro, mudar o hábito alimentar e mexer-se mais será suficiente para curar a maior parte dos casos de prisão de ventre.
    No que diz respeito à dieta é preciso beber mais líquido e usar mais fibra:  Abundância  de saladas cruas, um pouco de farelo de trigo junto com a comida, cereais integrais, algumas refeições só de mamão (comer também algumas sementinhas) ou de laranja (comer também o bagaço). Alimentos brancos, beneficiados e refinados precisam ser abolidos. Evitar massas, pizzas, laticínios, lanches ligeiros, biscoitos, carnes, embutidos, refrigerantes, doces, guloseimas, café, molhos, fast food etc.
    Adotar dieta saudável.
    Casos muito crônicos, e casos de cólon espástico, poderão requerer a eliminação e todos os tipos de óleo da dieta (óleos de adição), inclusive o azeite de oliva, pelo menos por algum tempo. Por quê? As gorduras de adição formam, na opinião de alguns estudiosos, uma camada no estômago que dificulta a digestão de proteínas e carboidratos. Há retardamento na digestão e formação de gases.
    Ocorrem também putrefação e fermentação.
    Na constipação espástica alimentos formadores de gases, como feijão, repolho, couve-flor, além dos retrocitados, devem ser evitados
    Quando ir ao banheiro
    Muitos perdem o hábito natural de ir diariamente ao banheiro por conveniências sociais. Pode-se, entretanto, reeducar o intestino para funcionar, por exemplo, após uma refeição. De manhã é um bom horário para estimulá-lo ao trabalho. Mas não se deve forçar.
    O excessivo esforço à evacuação é causa de hemorróidas.
    Pode também provocar aumento súbito de pressão e até desmaio.
    Os laxantes
    Na maioria das vezes são totalmente dispensáveis. Acabam acostumando mal o intestino, que deveria funcionar sob estímulos naturais. Há entretanto, laxantes naturais à base de fibras e ervas, que não fazem mal, embora jamais devam conduzir à negligência da formação de hábitos sadios
    Plantas
    Usar internamente, para “depurar o sangue”, chás de bardana, dente-de-leão, chapéu-de-couro, que se devem combinar com laxantes naturais, a saber, cáscara­ sagrada, sene. De quatro em quatro dias mudar o chá. Tomar três a quatro vezes ao dia.
    Dosagem usualmente indicada: 15 gramas da planta ou da mistura de plantas para um litro de água. Uma colher, das de  sopa, de planta verde, picada, pesa cerca de cinco gramas. Uma colher, das de sopa, de planta seca pesa cerca de dois gramas. No caso da  planta seca usa-se metade da dose. Como a indicação é 15 gramas para um litro, usam-se 3 colheres, das de sopa, da planta verde para um litro de água. Se a planta é seca usam-se 7,5 gramas para um litro, ou 4 colheres, das de sopa, da planta seca para um litro de água. Preparar na forma de decocção ou cozimento.
    O sumo de Aloe vera (encontrado à venda em casas de produtos naturais) é muito útil na restauração da flora intestinal. Pode-se usar no fim do tratamento, na dosagem indicada pelo fabricante.
    A raiz de alcaçuz é um antigo remédio, eficaz contra a prisão de ventre. Usa-se o pó da raiz, de sabor agradável, pulverizado em pequena quantidade nos alimentos, de modo semelhante ao orégano. Podem-se mastigar alguns pedacinhos da raiz.
    Sal amargo
    Como dizem os leigos, para “desentupir” um intestino congestionado, nada como o sulfato de magnésio, ou “sal amargo”. Usa-se uma colher (de sobremesa) dissolvida em um copo de água. Mas não se deve apelar freqüentemente para este tipo de laxante.
    Farelo de trigo, o campeão
    Verificamos, em nossa experiência, que o campeão dos laxantes é, ainda, o farelo de trigo. Constipações mais rebeldes costumam ceder com o uso de várias colheres (de sopa) de farelo (até quatro ou cinco), juntamente com as refeições, que também devem ser ricas em fibra de vegetais crus.
    Podemos usar também uma rica fonte de fibras chamado de Psyllium, uma colher de café de psyllium 2 vezes ao dia.
    Laxante matinal
    Uma mistura usanda com muito êxito contra a prisão de ventre, tomada em jejum, que pode substituir a primeira refeição:
    Seis ameixas secas deixadas de molho durante a noite, em meio copo de água. Descaroçâ-las e colocá-las em liquidificador juntamente com a água. Acrescentar meio mamão-papaia, 2 colheres (de sopa) de farelo de trigo e 1 colher (de sopa) de mel.
    Deixar de molho, também, durante a noite, uma colher de linhaça (semente de linho) em um quarto de copo de água.      Misturar tudo e liquidificar.



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